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Aventuras no Campismo

Quando uma família de cinco vai acampar... há coisas para recordar.

Aventuras no Campismo

Quando uma família de cinco vai acampar... há coisas para recordar.

No domingo de manhã era tempo de arrumar toda a logística do acampamento... pensámos em arrumar tudo e ir embora, mas resolvemos fazer as coisas de outra forma. Primeiro arrumávamos tudo, depois íamos para a piscina um par de horas, para refrescar, comíamos umas bifanas no bar e só então nos iríamos embora.

 

Em boa hora o fizemos. Arrumar tudo, despejar colchões, colocar tudo nos devidos lugares, mandar lixo fora e colocar tudo no carro é uma tarefa muito cansativa... para quem arruma e para as crianças que esperam ansiosas a ida à piscina, mas faz parte e se todos ajudam nem que seja um bocado custa menos e a recompensa sabe melhor.

 

Foi uma manhã triste contudo, pelas notícias que começavam a chegar através da net e do rádio... algo de errado se estava a passar, não era engano... Portugal estava a viver uma situação trágica, ali bem perto, centenas de pessoas estavam aflitas e muitas perderam a vida. O dia 17 de junho ficará na memória pelas piores razões.

 

Nessa tarde, a viagem foi calma, o céu escureceu devido ao fumo dos incêndios, as notícias não eram animadoras. Esperavam-nos muitos quilómetros de caminho, três horas de viagem.

 

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Destas pequenas férias guardo muitas recordações, nestes poucos dias em que estivemos juntos mudámos. Conseguimos aproveitar o nosso tempo em família, a experiência foi francamente positiva. Eu perdi o medo de me descontrolar com o "incerto", ganhei uma nova cumplicidade com o meu marido, houve momentos de tensão, coisas que não correram tão bem, mas que foram facilmente ultrapassadas.

 

As meninas ganharam autonomia, tornaram-se bem mais aventureiras, a Lúcia deixou de ter receio em andar descalça e agora passa por cima de tudo, mexe em tudo o que é bicharocos, sobe e desce degraus de terra e pedras com uma destreza enorme, a Maria já entra na piscina, toma banho em açudes (ela que tinha pavor de água), a Margarida aprendeu a ser paciente, a ajudar mais na tarefa de tomar conta das irmãs, também ela cresceu. 

 

Penso que superámos este teste. Certamente que voltaremos a acampar em família, talvez até muito em breve!

 

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Depois de uma noite estranha... em que se ouviu um "piar" esquisito por todo o parque e que me deixou assustada, depois de termos adormecido muito tarde, a manhã de sábado foi uma animação: finalmente iam abrir a piscina, já tínhamos a confirmação e umas pulseiras que nos identificavam como "residentes", uma vez que a piscina e o parque pertencem à câmara municipal, as pessoas podem entrar para passar o dia mediante o pagamento de um valor simbólico.

 

Assim, para facilitar as coisas decidimos que não iria haver almoço, mas sim, sandes para ir comendo ao longo do dia e poderíamos assim aproveitar a grande piscina das dez da manhã até às oito da noite!

 

Fatos de banho vestidos, toalhas a postos, lanche e água fresca... os mantimentos para a manhã foram levados para uma bela sombra junto à piscina e assim se passou o dia!

 

 

Cerca das três da tarde, o céu ficou estranho, o vento soprou mais forte, o calor era muito (sempre acima dos 40ºC) e começa a trovoada. Enorme. E com ela vem chuva, muita chuva. O ar ficou mais frio, o vento soprava forte e toda a a gente foi convidada a sair da piscina por razões de segurança. Esperámos que a chuva passasse, como isso não aconteceu fomos para a nossa tenda. Uma hora depois regressámos à água.

 

As meninas continuavam a brincar e eu resolvi ir deitar a Lúcia para que não acontecesse o mesmo do primeiro dia, se passa da hora e ela não dorme, chora com uma birra!

 

Coloquei a cama à porta do lado de dentro para o ar passar por ela e mal a deitei já ela dormia! Estava de rastos, tão cansada ficou com os banhos!

 

Dali a pouco, era altura de fazer o jantar, desta vez o pai fez-nos uma surpresa e comprou salmão e sardinhas para grelhar! Que bom! A Lúcia dormiu três horas de sesta... deu tempo de comermos e tudo, porque mal acabámos o jantar choveu novamente e caiu mais uma trovoada!

 

E assim ficámos dentro da tenda ao ar fresco que agora se fazia sentir! A temperatura deve ter baixado cerca de vinte graus. Não sei bem qual a razão, mas nessa dia, não houve tanto barulho como na véspera... acho que estava tudo muito cansado!

 

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A primeira noite correu muito bem, a Lúcia não acordou, as meninas dormiram bem e eu, claro que acordei muitas vezes, assim que vi claridade saí da tenda e fui fazer um café (uma espécie), bebi-o e fui dar uma volta pela fresca, depois deitei-me na manta a ver o sol subir devagarinho. Os pássaros lindíssimos, iam-se aproximando da manta sem repararem que eu lá estava, escrevi um bocado e fiquei ali a sentir a calma da manhã.

 

Um bocado mais tarde a minha tribo acordou cheia de energia, como ia ser mais um dia de calor resolvemos ir a espanha, no carro, o ar condicionado era o nosso melhor amigo. Assim, fomos "sem destino" parando numa e noutra localidade, até chegarmos à Coria, onde almoçámos. De regresso optámos por outro caminho - mentira, o gps é que nos mandou para lá - mas divertimo-nos bastante. 

 

À chegada fomos confrontados com o calor que se sentia, 45ºC  era muito para ficar na tenda... fomos em busca de mais uma praia fluvial, desta vez em Benquerença. Grande desilusão, a câmara municipal estava a levar a cabo uma limpeza do canal onde passava a água pelo que estava "vazio", mesmo assim, abancámos debaixo de uma árvore a comer um gelado... e resolvemos ir embora, não sem antes comprar carne para grelhar.

 

E... quando chegámos ao parque, tudo estava diferente. Haviam imensas tendas montadas, montes e montes de pessoas com muitas crianças, muitas delas falavam inglês, mas também se ouvia italiano, japonês... que animação!!! 

 

A chegada deste grande grupo foi motivo para que o funcionário de serviço abrisse a tal porta para o açude... e o que vimos foi realmente um espanto! Tínhamos ali, mesmo ao lado uma maravilha e nem demos conta! O açude, muito bem pensado, tem uma passagem elevada com cerca de um metro de largura - como uma passadeira - onde a água corre para vir descer mais à frente, do outro lado tem uma entrada e dá para nadar! 

 

Claro que a Margarida quis experimentar e adorou, a Maria - mais cautelosa - acabou por perder o medo e divertiu-se a valer (sob a supervisão do pai, que nestas coisas eu não me fio), enquanto isto eu ia fazendo o jantar e olhando pela Lúcia que brincava alegremente à procura de pauzinhos e de flores...

 

As fotos falam por si...

 

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Quando o cansaço é muito, queremos descansar cedo, mas nem todos os residentes no parque pensam o mesmo... assim houve barulho até à meia noite... muito barulho! 

 

Campismo também é isto, é saber que as nossas rotinas não coincidem com as das outras pessoas... custou-me bastante aquela gritaria toda, mas a vida é mesmo assim!

 

 

 

À chegada ao parque recebemos uma notícia que nos deixou na dúvida se ficávamos ou não. Por razões alheias ao parque, a piscina só poderia abrir no sábado, assim quinta e sexta feira nada de água fresca para tomar banhos e arrefecer o pessoal. O segurança disse que, pelo tamanho e profundidade, a piscina obriga a nadador salvador e o contrato atrasou um bocadinho. Era a nossa única opção para os dias quentes, liguei duas vezes a confirmar, e até tinha um plano B, mas deixei o guia em casa!!!

 

Depois de ponderarmos, decidimos ficar mesmo assim. Procurámos uma praia fluvial num guia que estava na portaria e escolhemos o melhor local para a nossa "casa", debaixo de uns freixos altos, à sombra, ao lado de umas mesas de piquenique, perfeito!

 

Montar a tenda foi uma aventura, claro, é sempre... as meninas iam resmungando umas com as outras, sentadas numa manta com o saco dos livros e brinquedos... iam vendo as flores silvestres e a zona envolvente.

 

Terminada a primeira tarefa, pelo meio dia, com trinta e muitos graus, fizemos a nossa primeira refeição - sandes de frango com alface - que levámos de casa! A Lúcia estava bastante impaciente porque não dormia desde as seis da manhã, com algum choro consegui deitá-la na sua cama, mesmo com calor adormeceu cerca de meia hora!

 

Depois do almoço fomos a uma pequena localidade à praia fluvial de Meimoa, praia não era bem o termo, era uma espécie de canal, onde as pessoas mergulhavam... sentámo-nos à sombra, com baldes de água para as meninas brincarem. A Margarida é sempre a mais aventureira e tomou banho lá naquela água um bocado "escura". Realmente ali naquela zona sentia-se muito menos calor, as temperaturas já rondavam os quarenta e muitos no meio das cidades, mas junto à água e nas zonas verdes estava bem melhor. Deu para comer um gelado, caracóis, beber uma bebida fresca e passar uma bela tarde!

 

Seguimos em busca do supermercado em Penamacor  - o único - e abastecemo-nos de umas espetadas para estrear o nosso mini fogão com placa para grelhados.

 

À chegada ao parque o calor era tanto que as meninas se deliciaram a brincar debaixo dos aspersores da rega! Um dos funcionários ainda nos disse que abria a porta para o açude que havia lá ao lado, mas eu com medo de algum acidente disse que não era preciso...

 

Comemos bem, e no final do dia, com muito cansaço tomámos o nosso banho à vez, fomos aos baloiços e deitámos a Lúcia... depois ficámos a ver o sol desaparecer devagarinho deitados numa manta, fizemos a oração da noite... as meninas estavam muito cansadas e logo se foram deitar!

 

Já estava escuro quando nós fomos dormir, ficámos ainda mais um pouco acordados à conversa, sob o céu estrelado... só nós dois... passeámos em volta da zona onde tínhamos a tenda e respirei fundo. O primeiro dia passou, não desisti, mas tive vontade! Ainda bem que estávamos longe de casa!

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(fotos da Maria)

 

 

 

 

 

 

Os dias que antecederam a data do acampamento foram bastante fatigantes, listas para verificar, roupas para arrumar, decisões a tomar. Não se pode levar a casa toda, mas é preciso levar o essencial.

 

Decidimos investir num pequeno frigorífico, uma vez que íamos ter acesso à eletricidade no parque. Foi uma excelente decisão. No interior rural as temperaturas sobem a valores altíssimos, estava previsto cerca de 45º C na maior parte dos dias e ter um local para manter a comida, água e os medicamentos frescos foi realmente um bom investimento.

 

A cama de viagem da Lúcia esteve para não ir porque ocupa muito espaço, abdicámos do carrinho de passeio, mas não da cama. Foi uma decisão acertada, a cama é onde ela dorme na loja por isso não estranhou as noites, nem as sestas.

 

A decisão de verificar as listas duas vezes é para manter, damos sempre conta de que no dia de abalar é preciso colocar num saco as escovas de dentes por exemplo, que são usadas de manhã... e outras coisas, como água fresca... etc.

 

Estipular uma hora para abalar também é boa ideia, quase caí na tentação de irmos a qualquer hora, mas depois lembrei-me de que montar uma tenda ao calor é capaz de ser má ideia! Assim, decidimos que no máximo deveríamos chegar ao parque pelas 10 e pouco da manhã, montar a tenda antes de almoço e fazer piquenique com as sandes de frango que preparei para o primeiro almoço.

 

Como estamos habituados a fazer viagens longas, esta foi apenas mais uma, a grande desvantagem é que a Lúcia não dormiu nada de nada, os últimos quarenta minutos foram mais complicados, ela estava cansada, sem dormir. Chegámos facilmente ao parque porque tínhamos gps e as coordenadas.

 

 

 

 

 

  1. Devemos arrumar tudo no carro, na véspera, com calma. Depois de ter os filhos deitados e a dormir, com os sacos já fechados é importante ser flexível e estar disponível para ir adaptando as coisas aos espaços disponíveis no carro.
  2. O livro com os parques de campismo não deve ficar em casa, ou o plano B deve estar escrito em algum lugar e arrumado no carro
  3. As fases mais difíceis são arrumar a tenda e desarrumar, porque as crianças cansam-se e é uma tarefa morosa
  4. o frigorífico pequeno foi a nossa melhor aquisição
  5. Se queres saber alguma coisa da zona onde acampas pergunta aos locais, pessoas que moram na zona conhecem sítios muito bonitos que não aparecem nos guias
  6. As primeiras 24 horas são as mais difíceis
  7. Não se consegue controlar tudo
  8. Levar frascos para fazer bolinhas de sabão foi uma ideia excelente
  9. As crianças contentam-se com pouco
  10. Levar a cama de viagem da Lúcia foi melhor decisão

 

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Da expetativa à realidade

 

Expetativa:

 

  • Encontrar um lugar calmo, limpo, cuidado, fresco
  • Encontrar pessoas simpáticas e prestáveis
  • Viver momentos de união familiar 
  • Trabalhar na luta contra a ideia de que preciso de controlar tudo
  • Trabalhar no desprendimento
  • Criar memórias
  • Conhecer e aprender mais sobre as tradições e vivências desta zona
  • Não desistir ao fim de 24 horas

 

Realidade

  • Acampar significa conviver de perto com outros campistas que nem sempre se mostram muito preocupados com o barulho que fazem
  • A maioria das pessoas era de facto excelente, os funcionários eram prestáveis e trataram-nos como pessoas amigas, o parque era pequeno, bem arranjado, limpo
  • Viver vários dias longe e em conjunto faz-nos reaprender a superar muitas situações de stress, faz-nos ganhar uma dinâmica diferente, no fundo fortalece os laços familiares
  • Nós bem queremos ter tudo sob controlo, mas a realidade mostra-nos que os imprevistos são mesmo o "prato do dia"
  • Viver com pouco é um desafio muito enriquecedor
  • Temos hoje muitas histórias para contar sobre estas férias de verão!
  • Conhecemos pouco, o calor era imenso e os passeios foram reduzidos 
  • Não desisti ao fim de 24 horas, mas pensei nisso, o primeiro dia foi bem difícil!

 

Estivemos a preparar os cadernos de viagem, que são basicamente cadernos antigos e que ainda estavam em bom estado reciclados e que servirão de base ao registo de curiosidades, apontamentos e desenho/escrita nas viagens de férias. Era para ter sido apenas um para a filha do meio, mas a mais velha gostou tanto da ideia que também tem o seu.

 

Com cartolinas coloridas forrámos a capa do caderno e plastificámos para aguentar até ao fim do verão. Nas primeiras páginas colámos várias imagens/jogos retirados daqui, mais uns retângulos e outras formas geométricas para apontar o estado do tempo, os locais onde se vai passear... deixando algumas folhas em branco para escrita livre e desenho "à vista".

 

O resultado final foi muito bonito, agora há que preencher as páginas!

 

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Quem decide acampar com uma tenda e ainda não tem nenhuma em vista deve considerar alguns aspetos:

 

  • Número de pessoas
  • Número de "divisões"
  • Grau de dificuldade de montagem
  • Se o "chão" é ou não cozido à tenda (se não for precisam de uma base)
  • Se é impermeável

 

Como em todos os artigos existem várias gamas, com preços mais ou menos acessíveis. É preciso ter em conta a utilização. Se comprar uma tenda que custe 500,00€ e a usar duas vezes no primeiro ano, tem um custo de 250,00€ por utilização. Se a usar dez vezes nesse ano o custo será de 50,00€ (para ter uma ideia do valor a investir/número de utilizações). É também preciso ter em conta da durabilidade da tenda, uma tenda a usar muitas vezes convém que seja bastante resistente.

 

Penso que as tendas mais acessíveis são vendidas na Decathlon

 

Encontrámos também uma grande oferta na World of Camping

 

 

 

- SACOS DE NATUREZA: distribuir um saco de papel craft por cada criança, sair em busca de folhas, flores, etc e depois com cola decorar cada saco

 

- CAIXAS ARCO-ÍRIS: Levar 3 embalagens de cartão de 6 ovos, com tinta tipo aguarela pinta o fundo de cada divisão de uma cor diferente, durante um passeio recolher da natureza uma coisa de cada cor

 

- COISAS AVISTADAS: levar fotocopiada uma tabela com imagens de coisas que existem na natureza e depois marcar as que vamos vendo: uma pinha, um coelho, um pinheiro, uma papoila. Ideias AQUI

 

- 3 PUZINHOS – Recolher 3 ramos idênticos e brincar ao tradicional jogo de saltar por cima dos paus

 

 

 

Algumas ideias adaptadas deste video e deste.